A altitude e a velocidade do míssil norte-coreano tornou difícil a sua intercepção

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Em mais uma provocação, o líder norte-coreano Kim Jong-un mandou um míssil balístico que atravessou o Japão. O país garantiu à sua população, que providências irão ser tomadas no sentido de proteger toda a nação japonesa, mas muito pouco poderia ser feito pelos militares japoneses, para neutralizar esse míssil.

Esse projétil que as autoridades acreditam ser um míssil Hwasong-12, de alcance médio e competência nuclear, foi disparado próximo de Pyongyang. Depois de passar pelo Mar do Japão, ele atravessou o norte do país e a sua altitude foi estimada em 550 quilômetros, e que depois ele se dividiu em três e caiu no Oceano Pacífico, a leste de Hokkaido.

Ele foi captado logo depois do seu lançamento, muito provavelmente por algum dos quatro satélites, usados pelos EUA em órbita geossíncrona, acima da linha do Equador. No Japão,  o sistema J-Alert  transmitiu aos habitantes de toda a parte norte do país, um alerta através do rádio, da televisão e de celulares. As forças militares de autodefesa, acompanharam a trajetória do míssil, mas não houve tentativa para interceptá-lo.

Itsunori Onodera, que é o ministro japonês da Defesa, declarou que o míssil não foi interceptado, porque ele não tinha como alvo o território japonês, tendo ficado menos de dois minutos sobre o país.

Esse míssil foi monitorado pelos contratorpedeiros do sistema de combate Aegis, que estão sempre estacionados no Mar do Japão, e todos eles possuem mísseis de intercepção Standard Missile-3. Além disso, o Japão possui um sistema de defesa imediata, oferecido pelos mísseis terrestres da Força Aérea de Autodefesa japonesa, que ficam na base aérea de Hokkaido.

O analista de defesa e presidente da empresa de consultoria, Lance Gatling, que é especializada em defesa aeroespacial Nexial Research, com sede em Tóquio, revelou que o míssil quando atravessou o Japão, estava em uma enorme velocidade e em uma altitude muito alta.

O míssil quando passou por Hokkaido, estava no limite de distância para que fosse feita uma interceptação pelo SM-3, e para haver uma outra interceptação por parte do contratorpedeiro Aegis, ele teria que estar na posição correta para conseguir atingir o alvo, explicou ainda Gatling, que concluiu que esse míssil seria muito difícil de ser abatido, se fosse autorizado fazer a interceptação dele.

 

 

Author: VLBrazil