Brasil cai em ranking de educação

Que o sistema educacional brasileiro não vem funcionando é inegável. Basta observar as grandes lacunas presentes nas escolas – principalmente as de ensino público, com falta de professores e estruturas defasadas. O que ocorre, além disso, é que o modo de ensino está se modificando, e os profissionais e instituições não têm conseguido lidar e se adaptar a estas modificações.

Pois em recente teste, que analisa a qualidade da educação em uma série de países, o Brasil decaiu em relação ao último ranking, três anos atrás. O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) divide o ensino em três áreas: ciências, leitura e matemática. Dos 70 países participantes, a colocação brasileira foi, respectivamente, 63ª, 59ª e 66ª – o que nos traz (mais) dados preocupantes com relação ao nosso sistema de ensino.

O programa, coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), oferece um perfil básico de conhecimentos dos estudantes através da aplicação de uma prova. Cingapura é o país que lidera o ranking nos três segmentos de conhecimento, seguido de Japão (ciências) e Hong Kong (leitura e matemática).

É unânime entre os especialistas que o ranking escancara uma realidade preocupante. Além de investir na educação, o que se indica é investir de uma forma mais inteligente, por meio da observação das carências mais urgentes, além, é claro, de valorizar mais e aumentar a qualidade da formação dos professores – pesquisas recentes demonstram que os próprios profissionais tem a demanda da melhoria em suas capacitações. Soma-se a isso o fato do crescente declínio do interesse pela carreira do magistério, que só será efetivamente melhorado com essas medidas de maior valorização e remuneração da profissão de professor.

No Brasil, quem aplica a prova do Pisa é o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), contando com 23.141 estudantes de 841 escolas na última edição. A prova foi aplicada em todos os estados do país (mas somente não puderam ser coletados os dados do Amapá e do Paraná, pela baixa amostragem), tendo sido o Espírito Santo o estado mais bem colocado nos três segmentos de avaliação.
Por fim, ainda houve a divisão entre as diferentes escolas, tendo as escolas federais tido um melhor desempenho, seguidas das particulares, estaduais e municipais.

Mais informações no site do Inep: http://bit.ly/1GiT8nB

 

Author: VLBrazil