Cientistas pesquisam uma forma de prevenir o parto prematuro

Foi reportado na Scientific Reports um estudo que pode ajudar os médicos a evitar a ocorrência de partos prematuros. O método estudado se baseia na inspeção do muco cervical, que de acordo com cientistas dos Estados Unidos, pode ser suficiente para conseguir monitorar a chance de um parto ocorrer antes do tempo.

Um nascimento antes dos 9 meses tem grandes chances de afligir dano ao recém-nascido. Pode acarretar problemas cognitivos, disfunções cardíacas e no pulmão. O médico ao perceber um parto vai ocorrer antes das 37 semanas, ele tenta adia-lo o máximo que ele consegue por intermédio de técnicas e remédios que impedem as contrações e a dilatação. No entanto, não é possível protelar além de 3 dias. A natureza toma as rédeas e o nascimento acorre quer a mãe queira ou não.

Katharina Ribbeck, professora de engenharia biológica e principal responsável por esse projeto falou sobre a importância de ter um método que é capaz de diagnosticar o parto prematuro com precisão, algo que ainda não existe.

A docente de engenharia biológica já examinava as alterações no muco cervical mesmo antes de começar esse estudo. Numa pesquisa reportada há 5 anos, ela aprendeu que nas grávidas de alto risco de ter parto precoce, o muco cervical é menos denso e elástico, se comparado as gestantes que com baixo risco de parto prematuro. Nessa nova pesquisa, Katharina e outros pesquisadores examinaram mais o muco.

Ela explicou que por volta de 1/3 dos partos prematuros ocorrem por causa de inflamações acarretadas quando micróbios alcançam o útero usando o muco como canal, que quando esta saudável consegue impedir o acesso desses “invasores”.

Nessa nova pesquisa, os cientistas coletaram um pouco do muco cervical de mulheres gestantes que se voluntariaram. Depois que todas pariram, eles separaram os mucos em dois grupos. O primeiro pelas mulheres que tiveram o porto no período natural, que são 37 semanas, e um segundo grupo das que sofreram um parto prematuro. A contraposição dessas secreções deixou claro para os investigadores que as amostras do primeiro grupo tinham mais permeabilidade a microrganismos.

Por causa dessa diferença, foi constatado que as mulheres com partos prematuros estão mais suscetíveis a infecções, mas as razões que fazem o muco cervical ser diferente ainda é desconhecido.

 

 

Author: VLBrazil