Fies passa por reformulação e traz alterações para os novos contratos

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Prazo de carência para início do pagamento das parcelas é uma das alterações registradas no novo modelo do Fies que possui divulgação prevista para o mês de junho

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, as alterações pelas quais o Fies – Fundo de Financiamento Estudantil passará serão aplicadas somente nos novos contratos. Ainda segundo o jornal, as mudanças a serem aplicadas no programa, irão afetar todas as partes, isto é, as instituições privadas de ensino, os estudantes, e, inclusive, o “fundo fiador” de parte da inadimplência gerada por alunos devedores.

Entre as mudanças, com divulgação prevista para junho, estão o fim do período de carência para o início do pagamento das parcelas e a fixação de um valor para os contratos. O Fundo Garantidor do financiamento, constituído a partir de uma parcela de 5% dos valores contratados, é responsável por cobrir somente 10% da inadimplência existente. Juntamente com as demais mudanças é previsto que a cobertura aumente para 25%.

No modelo atual, somente após 18 meses de graduados os estudantes começam a quitar as mensalidades do financiamento adquirido no início do curso. Ainda segundo o molde vigente, o valor do contrato sofre variações conforme os aumentos praticados nas mensalidades das instituições de ensino. No momento atual, são mais de 2 milhões de alunos que utilizam o Fies.

Esta revisão, de 2017, está sendo efetuada pela equipe de economia do governo que visa “manter a sustentabilidade financeira do programa”.

Reformulações do Fies

Criado em 1999, o programa de financiamento já passou por diversas alterações ao longo de sua existência.

Em 2010, o financiamento estudantil foi reformulado deixando a taxa de juros a 3,4% ao ano, o início dos pagamentos das parcelas do financiamento a partir de um ano e meio de formado e o tempo para amortização para três vezes o período de duração do curso escolhido mais um ano, possibilitando também o requerimento de um financiamento integral do curso e a chance de solicitar a adesão ao programa em qualquer período do ano. Em virtude deste novo padrão, a inscrição no programa cresceu de maneira significativa.

Diante do cenário econômico nacional, em 2015, a partir do segundo semestre, houve um reajuste na taxa de juros anuais que passou a ser de 6,5%.

Para 2016 foi estabelecida uma nova norma onde o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou a ser considerado. Atualmente, o Fies beneficia somente estudantes cuja média aritmética das notas alcance no mínimo 450 pontos. Caso o aluno tire zero na redação não será possível requerer o financiamento.

 

 

Author: VLBrazil