Imigrantes em situação vulnerável aguardam por leis favoráveis

Um dos maiores problemas para as pessoas que saem de seus países para buscar uma vida melhor no Brasil é a lei que o país tem, além disso, as próprias diferenças culturais como a língua e o modo de vida fazem que a mudança de imigrantes se tornem um pouco mais delicada. Quem espera pela lei brasileira pode esbarrar em algumas barreiras para ter suas necessidades atendidas adequadamente.

Pessoas de outros países que chegam sem um poder aquisitivo diferentes dos turistas que podem gastar com passeios turísticos, passam por situações difíceis que precisam ser melhoradas com mudanças que são necessárias. Uma das imigrantes, a colombiana Liliane Pataquiva de 38 anos, teve que sobreviver à base de água e arroz nos primeiros dias desde que chegou no país. Nos seus 4 meses posteriores ela não teve escolha a não ser trabalhar de modo informal, não conseguiu uma vaga para o seu filho em uma escola pública e teve que passar por cima de toda a burocracia que é exigida para a locação de uma moradia.

Imigrantes com o perfil da colombiana poderão ser auxiliados pela nova lei da Imigração, entre os benefícios que serão previstos está a possibilidade de ter atendimento na rede pública de educação e de saúde e de possuir carteira de trabalho para ter direito a um trabalho formal. Haverá uma facilidade maior para a obtenção de documentos e a regularização sem a necessidade de que o estrangeiro precise sair do país. Discriminação como o racismo e a xenofobia serão também reprimidas pela lei.

Alguns pontos polêmicos na lei estão em discussão como o direito à anistia dos estrangeiros que estão no país, a proibição da deportação imediata e a possibilidade de participação em partidos políticos e sindicatos.

Caso a lei garantisse os direitos que deveriam acolher melhor os estrangeiros, Liliane não teria tantos empecilhos para comprar um veículo para transportar a sua bicicleta, ainda que esteja morando no país há 2 anos ela ainda tem um visto temporário. O aluguel de sua residência só foi possível porque houve uma confiança por parte do locatário.

Quando vivia em Bogotá, Liliane trabalhava como cozinheira em seu restaurante que administrava juntamente com o marido. Hoje ela se mantém na mesma função para se sustentar, com o foodbike Arepas Urbanika ela garante o seu sustento vendendo arepas, uma comida típica colombiana que pode ter diferentes recheios como carne, queijo, frango e é feito com uma massa de farinha de trigo.

A colombiana conseguiu abrir uma banca culinária na zona oeste, no bairro da Vila Madalena, graças a esse negócio conseguiu pagar as dívidas acumuladas de três meses.

“Dizem que essa nova lei vai nos dar os mesmos direitos que os dos brasileiros. O que queremos é ficar aqui, trabalhar, construir uma vida, nada mais”, declara Liliane.

 

 

 

 

Author: VLBrazil