Marcio Alaor do BMG relembra o histórico do PIB americano, que recentemente subiu 1,6%

Ainda que estejamos cada vez mais globalizados na economia, alguns países se desenvolvem um pouco mais do que outros, produzindo assim mais riqueza, que por sua vez, é quantificada como Produto Interno Bruto (PIB). Exemplo notório disso é a disparidade entre nosso país em crise e os Estados Unidos da América lidando melhor com uma, pois, segundo o que foi informado, no dia 27 de janeiro, pelo Departamento do Comércio do referido país, o PIB deles cresceu 1,6%, fechado 2016, enquanto que o nosso, em 2015, chegou até a ser negativo (de -3,847%), como reporta o executivo Marcio Alaor, do Grupo BMG. Ele também lembra que essa taxa de crescimento do PIB americano é a mais fraca desde o ano de 2011.

Das mais prováveis explicações para esse prejuízo dado à expansão do PIB americano no primeiro semestre, Marcio Alaor, lembra que é corriqueiro culparem a redução no valor do petróleo e o fortalecimento de sua moeda, posto que isso leva a uma redução dos lucros das empresas, pesando sobre o investimento empresarial. No entanto, como os 1,6% são referentes à taxa anual de crescimento do PIB quando concluído o ano de 2016, houve momento, nesse mesmo ano, do PIB atingir 3,5%, como no seu terceiro semestre. Portanto, percebe-se claramente a acentuada queda entre o terceiro e o quarto semestre, quando o crescimento de 10% que até então se tinha, foi assim revertido, com uma queda de 4,3%.

Mas dentre as questões lembradas por Marcio Alaor do BMG, ainda há o que se ressaltar, como o fato de que o próprio comércio americano cortou 1,70 ponto percentual do crescimento do referido produto interno bruto, já no quarto trimestre desse último ano, 2016. E isso, ao que se sabe, deu-se depois deste colaborar com 0,85 ponto percentual no período anterior. Sendo assim, desde o segundo trimestre de 2010, esse foi considerado o impacto negativo de maior tamanho, ainda que os especialistas esperassem por uma taxa de 2,2%, entre os meses de outubro a dezembro, ou seja, o quarto e último semestre. Assim, logo se conclui, resumidamente, ter havido uma certa pausa na retomada do crescimento econômico, posto que, nos últimos anos, vinha-se tendo percentuais maiores. Isso sem contar a alta de 2,5% referente ao consumo das famílias, lembrada pelo executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor.

E lembra ainda Marcio Alaor do BMG, ter sido dessa queda a maior parte devido às exportações de soja, essa que, por sua vez, impulsionaram antes, ainda no terceiro semestre, o crescimento do PIB. A maior intensidade de exportação, nesse caso, foi fruto indireto da fraca safra de soja que tiveram a Argentina e o Brasil. De mesmo modo, para não deixar a notícia pela metade, Marcio Alaor ainda pontua o aumento de 2,5% que tiveram, no último trimestre do ano, os gastos do consumidor ante os 3% no penúltimo. Considerando também, a nível ao menos de curiosidade, que estes representam mais de dois terços das atividades econômicas desenvolvidas no país. Dessa forma, explicando um pouco melhor, pode ser dito que, à medida do aumento na demanda doméstica, as empresas prosseguiram ampliando seus estoques, acumulando-os a uma taxa de U$ 48,7 bilhões só no último trimestre. E assim, terminaram os estoques contribuindo com 1 ponto percentual à elevação do PIB, sendo o dobro do que se teve como contribuição no trimestre anterior a esse.

 

 

Author: VLBrazil