Nova tecnologia pode ajudar a aliviar a apneia do sono

Os últimos cinco anos foram exaustivos para Andrea Turner. Diversas noites em claro e dias exaustivos pelo cansaço de não ter dormido. “Eu estava exausta o tempo todo, desde o momento em que acordei até o momento em que fui para a cama”, diz Turner.

Até que durante as férias, a filha de Turner percebeu algo interessante quando sua mãe dormiu. Turner fazia pequenos sons ofegantes durante a noite. Esta descoberta, e a exaustão implacável, levou Turner à Universidade de Stanford, onde ela passou por um estudo do sono. Os médicos mediram tudo, desde ondas cerebrais até respiração – o que eles encontraram surpreendeu Turner.

“Foi 41 vezes por hora que eu parava de respirar”, diz Turner. “E então os médicos olharam todos os sintomas, e me diagnosticaram com apneia do sono.” A respiração interrompida noturna de Turner aumentou suas chances de ataque cardíaco ou derrame de três a quatro vezes, de acordo com o Dr. Robson Capasso, professor associado de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Pescoço na Universidade de Stanford.

Aproximadamente 18 milhões de americanos sofrem de apneia do sono e até 90% não são diagnosticados, porque suspiros e sons sufocantes nem sempre são tão altos para acordar alguém. A condição afeta mais comumente aos homens, bem como pessoas que estão com sobrepeso, com mais de 40 anos, e pessoas com o pescoço grande. As mulheres com apneia do sono podem sofrer ainda mais com a saúde cardíaca do que os homens, de acordo com um estudo recente.

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando os tecidos moles da boca e das vias aéreas, especialmente a língua, bloqueiam o fluxo de ar para os pulmões. Isso faz com que a respiração pare várias vezes ao longo da noite, e os níveis de oxigênio no corpo caiam – como era o caso de Turner. Os especialistas alegam que a queda de oxigênio durante o sono é um fator de risco significativo para doenças cardiovasculares.

Depois de ser diagnosticada, Turner tentou utilizar uma máquina de pressão positiva contínua externa (CPAP), que se mostrou muito complicada para seu uso continuo. Além disso, um estudo recente no New England Journal of Medicine descobriu que as máquinas CPAP volumosas – tratamento padrão para muitos pacientes com apneia do sono – não ajudam a prevenir ataques cardíacos ou derrames, embora ajudem os pacientes a dormir melhor e melhorar o humor.

Em vez disso, Turner passou por um procedimento relativamente novo: a implantação de um dispositivo chamado Inspire para apneia obstrutiva do sono. Aprovado pela Food and Drug Administration em 2014, o dispositivo é um implante de tórax controlado remotamente além de dois fios finos que corre sob a pele monitorando a respiração do paciente, fornecendo uma corrente elétrica suave à noite.

Um ensaio clínico da terapia Inspire encontrou uma redução de 78% no número de eventos de apneia do sono por hora para os pacientes. “Esta é definitivamente uma solução interessante para um bom número de pessoas”, disse Capasso. O dispositivo permitiu que Turner pudesse ter uma qualidade de vida muito melhor que a que ela vinha tendo.

 

 

Author: VLBrazil