Residências sobre trilhos são construídas em São Paulo, por Felipe Montoro Jens

 

O secretário Rodrigo Garcia, responsável pela Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, disse em entrevista publicada pelo site da revista Exame, que os cidadãos deveriam ter maior ciência da importância que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) podem ter para a sociedade. Segundo ele, existe uma grande necessidade de que projetos que envolvam a iniciativa privada tornem-se mais frequentes no calendário de obras das cidades. Ele também esclareceu que já não é mais necessário que se cobre qualquer tipo de valor dos usuários para que se alcance êxito nesse tipo de parceria, noticia Felipe Montoro Jens.

Atualmente, estão sendo construídas unidades residenciais em terrenos destinados à utilização de linhas ferroviárias e metroviárias. Garcia explicou que, por não ter havido o completo emprego dessas áreas pelos órgãos a que se destinavam, a secretaria incumbiu-se de aproveitá-las para que fossem construídas novas casas. Batizado pelas autoridades da pasta como Lote 2, em alusão à continuidade do complexo chamado de Lote 1, o andamento do projeto tem sido apreciado pelo secretário. O atual terreno que abrigará as habitações localiza-se no centro da capital paulista, mas já existem planos para outras regiões da cidade, como por exemplo, as estações Brás e Bresser, reporta Felipe Montoro Jens, que é especialista em Projetos de Infraestrutura.

Estima-se, de acordo com as explicações de Garcia, que as novas construções atendam até 4.900 famílias que recebem mensalmente até cinco salários mínimos. O secretário ressalta que as obras do recente lote são uma espécie de desdobramento do Lote 1, na região do Bom Retiro, em função do seu bom desempenho. Iniciadas com o intuito de darem mais vida ao centro comercial de São Paulo, as construções acabaram ganhando novos contornos com o fato da questão social ter sido também beneficiada, salienta Felipe Montoro Jens, com base na reportagem.

O secretário de habitação apontou que haverá a disponibilização de outras 2.100 residências para famílias que comprovem renda de até dez salários mínimos. Estas casas, contudo, integram a Habitação de Mercado Popular (HMP) e estão previstas para serem entregues em até seis anos. Garcia cita que o prazo decorre da necessidade dos trâmites legais no que se refere à escolha e posterior contratação da empresa que atuará como concessionária, compondo a parte privada da PPP, aponta Felipe Montoro Jens.

Em países considerados mais avançados do ponto de vista econômico, essa forma de se construir habitações populares já é uma realidade, afirma Garcia. Para ele, os Estados Unidos serviram como referência para que a secretaria de habitação adotasse tal modelo habitacional. O secretário citou o caso das instalações realizadas na conhecida Penn Station e aproveitou a ocasião da entrevista para elucidar o fato de que os futuros moradores dessas residências serão acompanhados por diversos profissionais. Ele explicou também que haverá a manutenção dos espaços habitados, além de diversos outros serviços de ordem social, destaca Felipe Montoro Jens

 

Author: VLBrazil