Saiba mais sobre a prática de mediação empresarial, por Ricardo Tosto

Em uma época onde as pessoas não dispõem de muito tempo para resolver diversos tipos de questões pessoais, o aumento da demanda por conciliações jurídicas via internet é uma realidade. Com as empresas ocorre o mesmo. Em reportagem feita pelo O Estado de São Paulo, Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, sócio do escritório Leite Tosto e Barros, discorreu acerca dessa nova modalidade de trâmite advocatício. De acordo com a matéria veiculada, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), conclui com base em uma pesquisa, que existem cerca de 100 milhões de processos em curso no Brasil, reporta Ricardo Tosto.

Além da agilidade na solução dos casos, Lopes enfatiza que há a diminuição de custos quando da opção pela forma digital de se trabalhar. Ele, que também preside a Comissão de Mediação e Arbitragem da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, alegou que o prazo para que uma tramitação dessa natureza se conclua é de menos de 2 anos, tempo muito menor que o que o da justiça. Já para Roberto Pasqualin, responsável por presidir o Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem, é importante que os profissionais desse meio tenham a devida capacitação para efetivamente atuarem nesse tipo de demanda, a fim de se evitar prejuízos para os envolvidos, ressalta Ricardo Tosto.

Segundo José Mantala Freire, do escritório Peixoto e Cury, é imprescindível que haja de fato um treinamento eficaz para os colaboradores incumbidos dessa função, uma vez que a falta de preparo pode não surtir o efeito esperado. Freire acredita que a mediação intraorganizacional possui impacto positivo no nível de produtividade de uma organização já que decorre de um bom gerenciamento de questões conflituosas de caráter interno. Ele destaca, contudo, que em alguns casos falhos, a tarefa se torna apenas mais uma vertente da rotina administrativa da empresa, o que deve ser evitado, relembra Ricardo Tosto.

Embora seja considerada como uma forma célere de se tratar assuntos complexos, a aplicação da mediação tem sido alvo de longos debates sobre os custos empregados. Algumas empresas desejam que seus valores praticados sejam reduzidos e órgãos responsáveis têm intermediado algumas reuniões para que isso ocorra, alega Lopes. O intuito é que as instituições possam contar com essa ferramenta de maneira mais constante, noticia o advogado Ricardo Tosto. Em geral, o período decorrido é em torno de 6 anos até que um assunto litigioso seu desfecho perante a justiça, destaca o sócio do Leite, Tosto e Barros.

A plataforma e-Conciliador tem a capacidade de mediar questões em cinco minutos, comenta seu desenvolvedor, o advogado Marcelo Valenzuela. Muitas vantagens são apontadas por ele em decorrência de sua utilização, tais como desoneração da justiça, ganho de tempo, dentre outras. Quando o cliente, por alguma razão, não pode comparecer a uma audiência tradicional, a mediação virtual surge como um meio de atendê-lo em suas necessidades, explica Valenzuela. Quando não se deseja encontrar a outra parte, o uso desse recurso é uma opção bastante satisfatória, pois evita que situações conflituosas possam surgir, ao mesmo tempo em que impede os envolvidos de perderem o foco sobre o que será tratado, conclui Ricardo Tosto.

 

Author: VLBrazil